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Vigilância alerta para cuidados com o escorpião amarelo em Blumenau

Com a chegada das estações de temperatura mais elevada, também cresce a atividade de animais peçonhentos. Em Blumenau, a possibilidade de aumento das ocorrências com o escorpião amarelo, o Tityus serrulatus, preocupa a equipe da Vigilância Sanitária e Ambiental, órgão da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus). Desde 2007 há relatos da presença do animal na cidade, […]

Publicado em 14/01/2020 às 11:23


Foto: Michele Lamin

Com a chegada das estações de temperatura mais elevada, também cresce a atividade de animais peçonhentos. Em Blumenau, a possibilidade de aumento das ocorrências com o escorpião amarelo, o Tityus serrulatus, preocupa a equipe da Vigilância Sanitária e Ambiental, órgão da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus).

Desde 2007 há relatos da presença do animal na cidade, e o controle do aracnídeo no município iniciou em 2008, quando havia registro e monitoramento de dois focos. Atualmente sete focos de escorpiões são monitorados no município, nos bairros Badenfurt, Itoupava Norte, Escola Agrícola, Vila Itoupava e Garcia.

Conforme explica o médico veterinário da Vigilância em Saúde de Blumenau, Leandro Roberto Canesi Ferreira, a proliferação é rápida e simples. “O escorpião amarelo reproduz-se por partenogênese, o que significa que todo indivíduo adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento. Este fenômeno facilita sua dispersão e o animal realmente se instala e prolifera com muita rapidez. Mais ainda quando em situação de perigo.”

Prevenção e condutas 

As medidas de controle já efetivadas no município passam pela capacitação de profissionais da saúde e também por orientações a moradores, com palestras em associações de bairros e buscas ativas ao animal pela equipe da vigilância.

Os acidentes podem ser graves, principalmente quando ocorridos com crianças ou idosos. “O escorpião não busca atacar a pessoa, o acidente geralmente ocorre quando a pessoa coloca a mão ou o pé sobre o animal. Eles costumam se esconder da claridade em lugares como dentro de calçados, armários, gavetas, panos e toalhas em áreas de serviço e banheiros, aumentando a chance de acidentes”, explica Leandro.

A picada do escorpião é venenosa e pode provocar efeitos tanto na região atingida quanto no sistema nervoso. Os sintomas mais comuns são dor local podendo ser acompanhada de sensações na pele como formigamento, queimação, dormência; febre ou temperatura mais baixa que o comum; e excesso de suor, conforme o Manual de Controle de Escorpiões do Ministério da Saúde. Também podem ocorrer vômito, náusea, arritmias e complicações neurológicas, como paralisia.

Em casos de acidente

– Limpe o local com água e sabão;

– Procure orientação médica imediata na unidade de saúde mais próxima ao local do acidente;

– Se possível, fotografe ou capture o animal para levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação pode auxiliar o tratamento. Em caso de não possuir capacitação para capturar o animal vivo, levar o animal morto ao posto de atendimento.

– Prestar atenção quando as crianças se queixam de picada de insetos. Perguntar como era o animal e onde ele estava. Na dúvida ir para o posto de atendimento médico mais próximo do local do acidente.

– Não amarrar, fazer torniquete, não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;

– Não aplicar substâncias sobre ao ferimento nem fazer curativos que fechem o local antes do atendimento;

ORIENTAÇÕES DE PREVENÇÃO AO SURGIMENTO DO ESCORPIÃO

-Manter limpo quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;

– Acondicionar lixo domiciliar em sacos plástico ou em outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta. Não jogar lixo em terrenos baldios;

– Limpar terrenos baldios situados próximos a imóveis habitados;

– Eliminar as fontes de alimentos para escorpiões (baratas principalmente, e outras infestações de pequenos invertebrados);

– Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como  locais com entulhos, lenhas e superfícies com frestas e sem revestimento;

– Preservar os predadores naturais dos escorpiões, especialmente as aves de hábito noturno como as corujas, pequenos macacos, quati, lagartos, sapos;

– Evitar queimadas em terrenos, pois desalojam os escorpiões;

– Remover folhagens e trepadeiras junto às paredes externas de locais que possuem a ocorrência do animal;

– Manter fossas sépticas e caixas de gordura bem vedadas para evitar a passagem de escorpiões e baratas;

– Vedar frestas, buracos em paredes, assoalhos, forros, meia canas e rodapés, assim como prestar atenção em soleiras de portas e fechar com rolos de areia ou rodos de borracha;

– Em áreas de ocorrência é indicado colocar tela nos ralos ou trocar por escamoteáveis (que possuem sistema de fechamento);

– Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados;

– Observar com cuidado panos de chão e roupas antes de apanhá-las;

– Observe com cuidado roupas e calçados, sacudindo-os antes de calçá-los ou vestí-los;

– Examine roupas de cama e banho antes de usá-las;

– Mantenha camas e berços afastados das paredes.

*As orientações são do Ministério da Saúde e do Centro de informação e assistência toxicológica do Estado de Santa Catarina (Ciatox/SC)

Fonte: Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Blumenau