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Veja como foi o segundo dia de greve dos servidores municipais de Blumenau. Nesta quinta-feira, dia 6, a greve continua com concentração na câmara de vereadores a partir das 14 horas.

O segundo dia da greve dos servidores municipais de Blumenau foi marcado por ações de organização e mobilização dos locais de trabalho, por atos decentralizados e pela busca da retomada das negociações com o prefeito Mário Hildebrandt. Durante a manhã, um grupo de servidores esteve na Praça Dr. Blumenau, onde ocorreu a cerimônia de abertura […]

Publicado em 06/06/2019 às 09:23


Fotos: Sintraseb.
Fotos: Sintraseb.

O segundo dia da greve dos servidores municipais de Blumenau foi marcado por ações de organização e mobilização dos locais de trabalho, por atos decentralizados e pela busca da retomada das negociações com o prefeito Mário Hildebrandt.

Durante a manhã, um grupo de servidores esteve na Praça Dr. Blumenau, onde ocorreu a cerimônia de abertura do Junho Verde, mas não encontrou o prefeito. Coube ao presidente da FAEMA, Éder Boron, justificar a sua ausência: “o prefeito não está aqui em função da greve dos servidores”.

A tarde os servidores se concentraram na Praça da Gaitas Hering, no bairro Itoupava Seca. Os trabalhadores realizaram uma passeata que percorreu o entorno da EBM Machado de Assis até o prédio da Secretaria Municipal de Saúde.

PREFEITO PROMETE RETOMADA DAS NEGOCIAÇÃO

O Coordenador Geral do Sintraseb, Sérgio Bernardo, encontrou com o prefeito por volta das 11 horas no Shoping Neumarkt, onde ocorria uma cerimônia da NSC TV, para pedir a reabertura das negociações. O prefeito afirmou que “a mesa estará aberta, é só procurar o Paulo e o Anderson” (Secretários de Gestão e de Administração). O pedido oficial foi protocolado às 13h30 na prefeitura.

A GREVE CONTINUA NESTA QUINTA-FEIRA (06), COM CONCENTRAÇÃO NA CÂMARA DE VEREADORES, A PARTIR DAS 14 HORAS

Cerca de 700 trabalhadores de 108 locais de trabalho estão participam do movimento. A estratégia adotada pelos servidores está garantindo o atendimento dos serviços essenciais, conforme o que determina a Lei de Greve, e minimizando os impactos à população. Os servidores estão programando ações e atos decentralizados, deixando de se concentrar apenas na prefeitura. Durante todo o dia grupos de mobilização percorrem os locais de trabalho em busca de novas adesões. À tarde, a partir das 14 horas, os servidores farão concentração na Câmara de Vereadores. O Sindicato fará uso da Tribuna Livre na sessão da Câmara desta quinta-feira.

RAZÕES DA GREVE:
ENTRE CORTES DE DIREITOS E PERDAS SALARIAIS

Pelo segundo ano, o governo do prefeito Mário Hildebrandt sonega o pagamento da reposição da inflação aos salários dos servidores na data-base da categoria (maio), como se já não bastasse sonegar direitos como a Avaliação por Desempenho de 2001 e 2004, a Hora Atividade integral para o magistério, ter reduzido a remuneração dos trabalhadores do Programa de Estratégia de Saúde da Família e cortado o FGTS dos trabalhadores ACTs, que acarretaram duras perdas financeiras os trabalhadores.

Somente com os parcelamentos de 2016, 2018 e o proposto agora em 2019, a perda para cada servidor equivale a mais de um salário mensal (108%).

O reajuste salarial anual com base no INPC é um direito previsto na Constituição Federal, na Lei Complementar 498/2004, e provisionado no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual do município.