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Santa Catarina é referência nacional pela adoção de Plano de Contingência na Educação

A Pandemia da Covid-19 abalou o planeta e fez a sociedade repensar procedimentos e comportamentos. Com a educação não foi diferente afetando diretamente milhares de estudantes catarinenses e profissionais da Educação. O primeiro impacto foi a paralisação das atividades escolares. “Recebemos a informação da necessidade de fechamento da escola em março de 2020. Foi uma triste notícia pois tudo estava pronto […]

Publicado em 10/08/2021 às 05:03


A Pandemia da Covid-19 abalou o planeta e fez a sociedade repensar procedimentos e comportamentos. Com a educação não foi diferente afetando diretamente milhares de estudantes catarinenses e profissionais da Educação. O primeiro impacto foi a paralisação das atividades escolares. “Recebemos a informação da necessidade de fechamento da escola em março de 2020. Foi uma triste notícia pois tudo estava pronto para o ano letivo”, comentou a diretora da Escola de Educação Básica Professora Palmira Lima Mandrini, Melissa De’El Rei de Souza, localizada no município de São José. Ela relembra que foi necessário repensar o modo de ensinar e como fazer o aprendizado chegar até as casas, as famílias e aos estudantes através da modalidade remota de ensino.

Dentro desta realidade, em maio de 2020, o Comitê Técnico Científico (CTC), da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), começou a buscar ações para a redução dos riscos ocasionados pela Pandemia. Foi iniciada a criação de um modelo de Plano de Contingência para subsidiar gestores e professores da rede de ensino pública e privada para o enfrentamento da situação quando o retorno presencial fosse possível. O documento recebeu o nome de PlanCon-Edu/COVID-19 que, além de estabelecer protocolos, prepara as organizações e as pessoas para lidar com a incerteza, diminuindo o impacto do risco.

A participação da DCSC no Comitê Estratégico de Retorno às Aulas Presenciais, instituído pela Secretaria de Estado da Educação (SED), foi fundamental para que o PlanCon Edu fosse adotado como uma medida efetiva de autoproteção.

Foto: Divulgação

De acordo com a diretora, passado o período de isolamento começou a se pensar o retorno a Escola. Ou seja, como seria a recepção das crianças, a questão de segurança e os cuidados. “Isso no começo gerou um pouco de insegurança mas, ao mesmo tempo mobilizou para que todos fossem estudar e buscar alternativas para fazer isso da melhor forma possível”, relembrou. Neste período iniciou o trabalho com o PlanCon Edu na Escola Professora Palmira. “Posso dizer que tem sido colocado em prática diariamente e até o momento não tivemos nenhum caso de transmissão. Isso mostra que todo o protocolo de segurança está sendo aplicado e que está sendo feito da melhor forma possível. Nos deixando muito feliz e principalmente toda a comunidade escolar muito segura em relação ao trabalho que é realizado”, completou.

Dentro das medidas adotadas estão o distanciamento, o controle de temperatura, medidas de higiene, tapetes higienizantes e troca de máscaras. O modelo editável do Plano fornecido aos administradores escolares facilita a elaboração, a capacitação e o acompanhamento das ações. O Plano é um documento vivo, dinâmico e flexível que possibilita eventuais atualizações e adaptações com base na realidade de cada escola.
“O PlanCon veio como um documento que norteou todo o trabalho da escola. E ajudou para dar subsídio as ações realizadas. Quando pensamos no retorno tivemos muitas dúvidas e o PlanCon veio para orientar esse trabalho. Ele nos deu mais segurança, subsidiou e ajudou a organizar o dia a dia na escola. Então considero que foi fundamental nesse processo de retorno as aulas”, finalizou Melissa.

Com base na Portaria Conjunta 750 de 2020, da SED, SES e DCSC, cada unidade escolar do território catarinense fica obrigada a elaborar um Plano de Contingência Escolar com base no PlanCon Edu Covid-19. “Santa Catarina é o único Estado do país que conseguiu retornar as aulas presenciais em fevereiro de 2021 e que adotou essa prática de segurança e proteção”, explicou o chefe da DCSC, David Busarello. Ele destacou que o Plancon Edu impactou diretamente no cotidiano de 1.610.086 estudantes, 170.825 docentes, o que representa 24,56% da população estimada de Santa Catarina. “A Defesa Civil Estadual atua nas mais diferentes frentes de trabalho sempre com o objetivo de preservar vidas e reduzir os prejuízos”, finalizou.

Comitê Técnico e Científico da DCSC

A Defesa Civil de Santa Catarina criou oficialmente o Comitê Técnico e Científico (CTC) em dezembro de 2019. Integram a iniciativa universidades e instituições de ensino, pesquisa e extensão. Fazem parte do grupo os representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Instituto Federal Catarinense (IFC), Universidade do Minho, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Associação Brasileira de Pesquisadores em RRD, Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Revista Científica Gestão & Sustentabilidade e do GEOLAB da UDESC. É um grupo formado por professores, técnicos e profissionais, mestres e doutores, com alta expertise na área de gestão de riscos e desastres e que muito tem contribuído para dar cientificidade as ações de proteção e defesa civil.