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Projeto “Nomeando o amor”, traz humanização à UTI COVID do Hospital Santo Antônio.

O Projeto Nomeando o amor, nasceu em 2019, com o intuito de acolher aindamais os nossos pacientes. Destinado inicialmente para o setor da oncologia do HospitalSanto Antônio, aos poucos foi ganhando força e estando presente em diversos setores dohospital. O projeto consiste em desenvolver uma plaquinha com um pouco da históriade vida do paciente trazendo […]

Publicado em 18/01/2021 às 04:55


O Projeto Nomeando o amor, nasceu em 2019, com o intuito de acolher ainda
mais os nossos pacientes. Destinado inicialmente para o setor da oncologia do Hospital
Santo Antônio, aos poucos foi ganhando força e estando presente em diversos setores do
hospital. O projeto consiste em desenvolver uma plaquinha com um pouco da história
de vida do paciente trazendo uma relação de proximidade e afeto entre ele e a equipe,
afinal, ele é muito mais do que um paciente, ele é o amor de alguém.
Com a chegada da pandemia, a atuação da equipe assistencial se tornou ainda
mais desgastante, devido à gravidade com que os pacientes chegam ao hospital, além da
média prolongada de internação. Percebendo este cenário, a equipe de psicologia
hospitalar decidiu implementar as plaquinhas com a história do paciente também na
UTI COVID. Para as famílias, é uma espécie de conforto, saber que equipe envolvida
nos cuidados de seus familiares, conhece suas características e até mesmo sua essência,
proporcionando uma relação maior de empatia e cuidado. Já para os colaboradores, que
cuidam diariamente do paciente, é importante aproximar esse vínculo, trazendo uma
compreensão de que ele tem uma história antes da COVID que precisa ser cuidada
também. “O paciente muitas vezes já chega desacordado, cansado e com dor, sem
possibilidade de contar quem ele é. Serão dias aqui conosco, e, infelizmente, nem todos
voltam ao seu lar. Oferecer um cuidado afetivo, trazendo a sua identidade para esse
momento é importante. São tios, mães, pais, irmãos, filhos de alguém, que tem planos
deixados em casa. Saber que José gosta de ser chamado de Zé traz um gosto de
aconchego para quem cuida e para quem é cuidado. Conhecer um pouco da sua
trajetória é reconfortante nesse momento e sabemos que o amor também é remédio.”
afirma Daniela Batschauer – Coordenadora do Serviço Social e Psicologia Hospitalar.
Para Lavinia, as plaquinhas são um conforto. Sua mãe Alexandra, está internada
em decorrência da COVID 19. “Somos somente eu e minha mãe em Blumenau, e passar
por essa situação é extremamente difícil, ainda mais sem poder estar presente
diariamente com ela, apenas por meio de videochamadas. Assim quando as psicólogas
entraram em contato comigo, questionando como ela gosta de ser chamada, coisas que
gosta de fazer e me pedindo uma foto com ela, eu senti que estaria mais próxima dela de
alguma maneira. Saber que todos os colaboradores chamarão minha mãe por seu
apelido a partir de agora, é um consolo nesse momento.” Relata

Texto por Larissa Machado.
Captação e edição por Lorena Borba.
Hospital Santo Antônio Blumenau.