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Obras em Blumenau promovem arborização como contrapartida ambiental
Mais de 500 árvores nativas foram plantadas na cidade nos últimos dois anos.

Desde as últimas grandes obras de mobilidade urbana que têm sido feitas na cidade, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) tem colocado em prática a política de arborização urbana. Com isso, exigindo o plantio de árvores nas imediações ou no perímetro da obra viária implementada pela Secretaria Municipal de Obras (Semob). Segundo a Semmas, o plantio […]

Publicado em 18/02/2021 às 04:05


Desde as últimas grandes obras de mobilidade urbana que têm sido feitas na cidade, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) tem colocado em prática a política de arborização urbana. Com isso, exigindo o plantio de árvores nas imediações ou no perímetro da obra viária implementada pela Secretaria Municipal de Obras (Semob).

Segundo a Semmas, o plantio de árvores em ruas revitalizadas não apenas assegura o embelezamento das vias públicas, como tamém ajuda a tornar o ambiente mais fresco e arejado. Com isso contribui na redução da propagação de ruídos, enriquece a umidade do ar, estabiliza o solo e ampliaa a qualidade de vida. 

De acordo com a Semmas, bons exemplos não faltam de locais arborizados recentemente, como as ruas Humberto de Campos, Chile, Nereu Ramos, 7 de Setembro e Avenida Beira-Rio, além de inúmeras escolas, praças e parques que tiveram arborização reposta, como o Parque Ramiro Ruediger.

De acordo com o secretário da pasta, Éder Boron, mais de 500 árvores nativas foram plantadas nos últimos dois anos. “Como órgão ambiental do município, prezamos acima de tudo pela consciência ecológica e pela harmonia entre e a arborização e a evolução urbana da cidade. Tendo estes dois conceitos em sintonia, estaremos contribuindo para uma cidade mais equilibrada”, completa.

Boron pondera ainda que é uma batalha coletiva a manutenção das árvores em áreas urbanas, cabendo ao Poder Público evitar supressão desnecessária e promover novos plantios. “Isso depende também da contribuição dos cidadãos em ter respeito e entender a importância delas no meio em que vivem, e muito especialmente dos profissionais responsáveis por projetos arquitetônicos, de infraestrutura urbana, edificações e loteamentos, que contemplem a arborização em seus projetos, como fator de responsabilidade social e garantia da qualidade de vida”, diz.

A Semmas reitera ainda que para toda obra viária ou de infraestrutura, seja ela pública ou privada, que requer supressão vegetal, é feita avaliação por uma equipe técnica de biólogos e engenheiros florestais. A liberação do corte somente é promovida caso comprovada a inexistência de solução técnica que evite a retirada, sendo sempre exigida a realização de transplante ou reposição das árvores urbanas eventualmente suprimidas.

Cortes e podas

Com relação ao corte e podas de árvores no município, o município recebeu no ano de 2020, por meio da ouvidoria ou processo de supressão, 832 registros de pedidos de cortes de árvores de risco ou urbanas. Destes, cerca de 70% dos requerimentos foram recusados pela Semmas. A justificativa da secretaria para a negativas é de que, apenas são liberadas ao corte, as árvores que possam promover risco de queda e à segurança das edificações, danos ao patrimônio público ou privado (fiação elétrica, calçadas, drenagem, edificações, etc), obstáculos físicos incontornáveis à mobilidade urbana ou ao estado fitossanitário (patologias) justificado.

  • Foto: Marcelo Martins