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Mediação de modo virtual é tema de live feita por magistrada da comarca de Blumenau.

Mediação de modo virtual é tema de live feita por magistrada da comarca de Blumenau “Audiências de Conciliação Virtuais” foi a temática do bate-papo online entre a juíza Quitéria Tamanini Vieira Péres, titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Blumenau e coordenadora-adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Blumenau, e […]

Publicado em 27/04/2020 às 05:04


Mediação de modo virtual é tema de live feita por magistrada da comarca de Blumenau

“Audiências de Conciliação Virtuais” foi a temática do bate-papo online entre a juíza Quitéria Tamanini Vieira Péres, titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Blumenau e coordenadora-adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Blumenau, e o mediador Dorval Henrique Ferrari na noite de quinta-feira (23/4). O objetivo da live, segundo a magistrada, foi abordar a importância da realização das audiências de conciliação/mediação de modo virtual como alternativa à solução dos conflitos, sobretudo nestes tempos em que, por força da pandemia, o isolamento social se faz necessário e também porque alguns problemas, especialmente de ordem econômica, se potencializam.

Na live promovida no Instagram foram abordados diversos temas, entre eles a postura do mediador numa sala virtual, salientando a relevância do estabelecimento da confiança por parte dos envolvidos (rapport); a observação do princípio da confidencialidade, a operacionalização da sessão (uso da plataforma e suas ferramentas, emprego simultâneo de outros recursos tecnológicos, como conversas instantâneas/Whatsapp e telefone) e; a repercussão desta experiência, se bem-sucedida, no futuro em prol da difusão do instituto com a consequente pacificação social, repercutindo, também, na esperada celeridade e eficiência processual.

“A adaptação é necessária porque vivemos novos tempos que, mesmo após restabelecida a normalidade, não mais serão os mesmos, porque nos transformamos como seres humanos. O uso consciente e construtivo das tecnologias permite a ampliação da possibilidade de comunicação entre as pessoas, premissa que, uma vez firmada, dá lugar aos meios não adversariais como forma de solução dos litígios de modo efetivo, simples e célere. Os problemas são reais e não podem esperar; aliás exigem de nós postura ainda mais proativa e comprometida com a promessa constitucional de acesso à justiça. Acredito que o olhar humano tenha se sensibilizado diante da dor do outro, daí porque a cooperação e a empatia podem abrir novas perspectivas para a resolução de litígios. Vale lembrar que um litígio resolvido pode representar empregos garantidos, famílias alimentadas, enfim, pessoas mais próximas do equilíbrio necessário à satisfação das suas necessidades e seus interesses”, cita a juíza ao explanar sobre a importância e o desafio em adaptar a rotina de trabalho, principalmente as audiências de conciliação, neste momento de isolamento social.

A live, com duração de 52 minutos, foi aberta ao público interessado, porém contou a presença expressiva de profissionais do meio jurídico, especialmente mediadores e advogados, além de acadêmicos e alunos da Escola Superior da Magistratura de todo o Estado.

Imagem: Freepik

Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI