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HACKER FORAGIDO DA INTERPOL É PRESO EM BLUMENAU.

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (27/10), em sua residência no Bairro Jardim Blumenau, MICHAEL KNIGHTEN, foragido internacional procurado pela INTERPOL, acusado de comandar um grupo de criminosos cibernéticos que fraudou diversas corporações em todo o mundo. De acordo com as investigações da Polícia Federal, Michael poderia estar residindo no Brasil e utilizando o nome falso de Michael Sabatine. Dados: Polícia Federal. Apoio na reportagem Delegado Bruno Effori.

Publicado em 28/10/2016 às 07:00


HACKER FORAGIDO DA INTERPOL É PRESO EM BLUMENAU.

Policia Federal

Policia Federal

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (27/10), em sua residência no Bairro Jardim Blumenau, MICHAEL KNIGHTEN, foragido internacional procurado pela INTERPOL, acusado de comandar um grupo de criminosos cibernéticos que fraudou diversas corporações em todo o mundo.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Michael poderia estar residindo no Brasil e utilizando o nome falso de Michael Sabatine. A fim de afastar qualquer dúvida sobre sua verdadeira identidade, os policiais coletaram um copo de vidro usado pelo suspeito enquanto se exercitava em uma academia. As digitais encontradas no copo foram comparadas com as impressões digitais de Michael Knighten disponibilizadas pela INTERPOL em Washington, EUA e os Peritos Papiloscopistas da Polícia Federal concluíram que Michael Sabatine era, de fato, Michael Knighten.
Durante a operação foram apreendidos aproximadamente R$ 4 milhões em bens, incluindo veículos de luxo e aproximadamente R$ 500 mil em dinheiro. Um imóvel de alto-padrão, avaliado em R$ 3 milhões, localizado na Rua Dr. Pedro Celestino de Araújo, também foi objeto de sequestro.
Ele foi responsável por um desvio de, pelo menos, R$ 6 milhões de empresas dentro e fora dos Estados Unidos, através de uma prática criminosa conhecida como Comprometimento de E-mail Empresarial (ou Business E-mail Compromise – BEC, em inglês). Esse tipo de delito constitui um sofisticado esquema, que tem como alvo empresas que trabalham com parceiros estrangeiros e fazem pagamentos transferindo dinheiro regularmente. Estima-se que, nos dois últimos anos, esse esquema causou prejuízo de US$ 2,3 bilhões para aproximadamente 12 mil empresas em todo o mundo.

Dados: Polícia Federal.
Apoio na reportagem Delegado Bruno Effori.