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Estudantes de SC embarcaram nesta quarta, dia 10, para torneio internacional de robótica.

Competição é realizada em West Virginia (EUA) de 12 a 14 de julho e reúne equipes de diversos países; vaga foi conquistada pelos alunos do SESI na disputa internacional realizada em Houston, no mês de maio. Estudantes de robótica do SESI SENAI de Brusque embarcaram nesta quarta-feira, dia 10, para o torneio que a FIRST […]

Publicado em 11/07/2019 às 05:00


Competição é realizada em West Virginia (EUA) de 12 a 14 de julho e reúne equipes de diversos países; vaga foi conquistada pelos alunos do SESI na disputa internacional realizada em Houston, no mês de maio.

Estudantes de robótica do SESI SENAI de Brusque embarcaram nesta quarta-feira, dia 10, para o torneio que a FIRST LEGO League (FLL) promove em West Virginia, Estados Unidos. A competição reúne equipes de diversos países de 12 a 14 de julho. As viagens espaciais são o tema desta temporada da FLL. As equipes foram desafiadas a criar alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais.

O projeto criado pelos estudantes catarinenses visa suprir a deficiência de vitamina D nos astronautas, um problema comum na vida espacial. Mesmo com a ingestão de duas doses diárias do nutriente, pesquisas espaciais mostram que astronautas voltam à Terra com cerca de 30% a menos do nível ideal. Isso ocorre, principalmente, pela falta da exposição aos raios ultravioletas do tipo B, transmitidos pelos raios solares. “Pensando na importância desse composto, a equipe criou a Sunshine, uma lâmpada que emite raios ultravioletas do tipo B e estimula o corpo a sintetizar a vitamina D. A lâmpada seria colocada em locais como estações de trabalho e banheiros”, explica o técnico da equipe, Claudio Lima Rhenns. A deficiência da vitamina pode causar uma série de doenças como osteoporose, câncer, depressão e demência.

Para evitar a hipervitaminose, conforme alerta do gerente do centro de bioquímica nutricional da NASA, Scott Smith, os estudantes desenvolveram um sensor de radiofrequência e pulseiras individuais que informam o tempo de exposição do astronauta aos raios ultravioletas. “Quando chega no tempo essencial a lâmpada desliga e não liga novamente para o mesmo astronauta naquele dia. O tempo varia entre 20 e 60 minutos, dependendo da cor da pele e idade de cada um deles”, explica Rhenns. O projeto tem acompanhamento da pesquisadora da UFSC, Neide da Silva.

Arthur Gabriel Sofiati, de 15 anos, está confiante e revela que a equipe tem a expectativa de trazer um troféu para o Brasil. “A gente vem se preparando bastante desde março. Queremos aprender muito, conhecer novas pessoas, culturas e trazer um troféu para SC. A gente se esforçou ao máximo para corrigir alguns erros, tanto na parte de design mecânico, quando de programação, e outras falhas que observamos nos outros torneios que já participamos”, conta. 

Robótica

A robótica está inserida nos currículos escolares do SESI desde 2002, mas nos últimos anos ganhou relevância por conta dos avanços da indústria 4.0, mais tecnológica e automatizada.

O campeonato é realizado pela FIRST, uma organização não governamental que promove educação, ciência e tecnologia pelo mundo, e tem como parceiras empresas como a Qualcomm, Google, Boch, Lego Education, Apple, Boeing, entre outras. O SESI é o parceiro oficial da FIRST no Brasil. Desde 2013 promove torneios de robótica da FIRST LEGO League (FLL) com jovens de 9 a 16 anos. Em 2019, passou a organizar mais uma categoria de robótica, a FIRST Tech Challenge (FTC).

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina