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Dia Nacional da Tontura chama atenção para diagnóstico correto de doenças do labirinto

Celebrada no dia 22 de abril, data busca mostrar que nem toda tontura é labirintite Pare de falar labirintite. É com esse alerta que o Dr. Nelson Fabrício, do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Isabel (Blumenau), destaca que, ao contrário do que muita gente supõe, nem toda tontura está relacionada à labirintite. Para chamar […]

Publicado em 22/04/2021 às 05:25


Celebrada no dia 22 de abril, data busca mostrar que nem toda tontura é labirintite

Pare de falar labirintite. É com esse alerta que o Dr. Nelson Fabrício, do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Isabel (Blumenau), destaca que, ao contrário do que muita gente supõe, nem toda tontura está relacionada à labirintite. Para chamar atenção para a importância de um diagnóstico correto, com avalição médica, foi instituído o Dia Nacional da Tontura, celebrado no dia 22 de abril.

O especialista explica que labirintite é uma inflamação do labirinto, porém é raríssima e quase nunca é o nome correto do problema relacionado à tontura. Segundo ele, a investigação do quadro do paciente deve começar pela consulta médica.

“Nessa hora, poderemos ter uma ideia aproximada se estamos diante de um problema do labirinto (periférico) ou do cérebro (central). Também há outros pontos a se levantar, como doença do metabolismo (do açúcar, dos hormônios, das gorduras), doenças vasculares, doenças ortopédicas (pescoço), mentais (pânico, depressão, ansiedade). O Hospital Santa Isabel conta com uma equipe de neurologistas de plantão, o que é fundamental para muitos casos e diagnósticos”, aponta.

De acordo com Fabrício, há diversas doenças do labirinto ou do sistema do equilíbrio e a labirintite não está nem entre as 10 causas mais frequentes nos consultórios dos otorrinolaringologistas, nem mesmo dos que se dedicam somente à tontura, que são os otoneurologistas. Ele ressalta que as mais comuns são: vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), doença de Menière e enxaqueca vestibular.

“Chamar toda tontura de labirintite traz a impressão falsa de que só há uma doença do labirinto e leva ao uso de medicamentos que, muitas vezes, podem até piorar o quadro. Se você recebeu esse diagnóstico ou conhece alguém que recebeu, é importante procurar algum médico (em geral otorrinolaringologista) que entenda de otoneurologia”, reforça.

O médico explica que, de acordo com as suspeitas, testes complementares podem ser solicitados. Segundo ele, não existe um exame para labirintite, afinal, não estamos investigando somente a labirintite, mas as doenças que causam tontura. O especialista aponta também que cada doença do labirinto tem um tratamento específico e que grande parte delas nem é tratada com remédios. Fabrício esclarece que algumas manobras com a cabeça, por exemplo, podem desobstruir estruturas do labirinto e fazer a tontura desaparecer.

“Outras vezes, um tipo de fisioterapia pode normalizar o sentido do equilíbrio. Até mesmo cirurgias podem ser colocadas nesse grupo de opções de tratamento”, completa.

Foto Divulgação