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Coronavírus em SC: 91 catarinenses são repatriados com o auxílio do Governo do Estado

Desde o início da pandemia, o Governo de Santa Catarina atua para trazer de volta catarinenses que não conseguiram retornar ao estado. Até o momento, 91 cidadãos já foram repatriados e outros 34 estão recebendo auxílio da Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais (SAI) para retornar ao país, conforme dados atualizados nesta semana. O secretário executivo […]

Publicado em 28/05/2020 às 11:12


Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom

Desde o início da pandemia, o Governo de Santa Catarina atua para trazer de volta catarinenses que não conseguiram retornar ao estado. Até o momento, 91 cidadãos já foram repatriados e outros 34 estão recebendo auxílio da Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais (SAI) para retornar ao país, conforme dados atualizados nesta semana.

O secretário executivo da Articulação Internacional, Derian Campos, explica que o Governo do Estado tem atuado em parceria com outros órgãos, especialmente do Governo Federal, para agilizar o processo de repatriação. Ele salienta que a rapidez é fundamental em um período como esse.

“Vivemos um momento bastante turbulento em todo o mundo. Em situações como essa, os cidadãos buscam a segurança de seus lares. O trabalho da SAI tem ajudado muitos catarinenses. A maioria se viu em condições complicadas e nos procurou. A agilidade é essencial e buscamos dar todo o apoio necessário para quem nos procura”.

O retorno para casa dos catarinenses é resultado do trabalho conjunto entre a SAI, o Ministério de Relações Exteriores e o corpo consular. Governos de diversos países estabeleceram restrições com objetivo de reduzir as chances de contaminação do novo coronavírus. Mas o fechamento de fronteiras terrestres e exigências de atestados sanitários, a redução de frequência de voos comerciais e a desvalorização do real tornaram a necessidade de repatriação de catarinenses mais urgente.

Desde março, o volume crescente de pedidos de emergência reforçou a importância do trabalho da Secretaria junto às embaixadas e consulados.

Veja alguns exemplos de catarinenses que retornaram para casa com a ajuda da SAI:

Estados Unidos

Com dificuldade em achar voos para retornar a Santa Catarina, a mãe de um menor de idade entrou em contato com a SAI. A companhia aérea que vendeu a passagem havia suspendido as operações de voos durante a pandemia e postergado a saída em mais de dois meses. Sem condições de manter o filho no exterior por um período tão prolongado, a mãe precisava de ajuda. A Secretaria buscou companhias áreas que mantiveram operações no trecho para Brasil e auxiliou na realocação da passagem. Com apoio em todo processo de repatriação, foi possível viabilizar seu retorno a Santa Catarina no dia 8 de maio.

Chile

Um pequeno grupo procurou a Secretaria com dificuldades para retornar ao estado em função do cancelamento dos voos entre os dois países. Em contato com Consulado brasileiro naquele país e com companhias aéreas ativas, a SAI conseguiu alocar os catarinenses na reserva de um voo comercial que foi disponibilizado excepcionalmente para trecho do Brasil. Eles voltaram no dia 15 de maio.

Bolívia

Há diversos brasileiros que fazem faculdade de Medicina e Enfermagem na Bolívia. Com o agravamento da disseminação do novo coronavírus na América do Sul, as autoridades bolivianas restringiram o trânsito das suas fronteiras terrestres, deixando passagem somente de veículos autorizados. Consequentemente, muitos estudantes ficaram desamparados e sem condições de voltar. Alguns deles entraram em contato com o plantão da SAI e pediram um auxílio na repatriação. Após tramitação de ofício no Ministério das Relações Exteriores e articulações com a Embaixada do Brasil na Bolívia, tornou-se possível a organização do retorno. Uma estudante de Enfermagem de Gaspar chegou no estado dia 9 de abril, outros quatro estudantes de Chapecó e Balneário Camboriú, no dia 23 de abril, e mais quatro pessoas no dia 3 de maio. Neste último grupo estava um senhor de 74 anos que ficou na Bolívia para acompanhar a filha, estudante de Medicina, e precisou de um tratamento prioritário para não colocar a sua saúde em risco, por falta de acesso aos remédios de uso contínuo que ele sofreu por conta da pandemia. Finalmente, todos puderam ter de volta a segurança de seus lares.

Fonte: Governo SC

Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / Secom