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Blumenau segue com orientação, monitoramento e combate a dengue. Já são 513 focos do mosquito e agentes continuam trabalho de combate ao Aedes.

Os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (Semus) já encontraram este ano em Blumenau, 513 focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O número é bem superior ao mesmo período do ano passado, quando haviam 152 focos registrados.  Os bairros Centro, Victor Konder, Itoupava Seca, Vila Nova, […]

Publicado em 05/05/2020 às 05:14


Os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (Semus) já encontraram este ano em Blumenau, 513 focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O número é bem superior ao mesmo período do ano passado, quando haviam 152 focos registrados.  Os bairros Centro, Victor Konder, Itoupava Seca, Vila Nova, Itoupava Seca e Velha são os que apresentam mais focos.

Atualmente, mesmo com equipe reduzida devido a pandemia de Coronavírus, 40 agentes de endemias da Vigilância Epidemiológica continuam visitando as residências para conscientizar a população, verificando as armadilhas em pontos estratégicos, realizando a Pesquisa Vetorial Especial (PVE) e delimitação de foco, que é o levantamento realizado em um raio de 300 metros de onde o foco foi encontrado. Até agora o município registra 12 casos importados – o que significa que os moradores contraíram a doença em outras cidades. Também foram confirmados dois casos autóctones, quando a doença é adquirida no município, ambos no bairro Itoupavazinha, identificados na última semana.

Desde janeiro, o município vem intensificando o trabalho de prevenção e orientação da população, após ter sido considerado infestado. Os integrantes da Sala de Situação, responsável pelo planejamento e gerenciamento de ações de combate a dengue continuam atuando, de forma remota devido a pandemia, e utilizando um grupo de mensagens. A Sala de Situação é composta por diversas secretarias municipais e outros órgãos públicos, coordenados pela Semus. Entre as ações que podem ser desenvolvidas está o recolhimento de entulhos, em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos (Seurb) e o Samae.

Desde o começo dos trabalhos da Sala de Situação até agora, foram recolhidos 10,3 toneladas de lixo das áreas infestadas. Entre os materiais estão potes, latas, sacos plásticos, bromélias, caixas d’água e outros materiais que acumulam água. Destes, 300 quilos foram retirados pelas equipes de endemias e 10 toneladas foram recolhidos pelo Samae e pela Seurb em outras atividades desenvolvidas.

Dicas e cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

– Elimine água parada de todos os recipientes;
– Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a  
borda
– Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo
– Mantenha lixeiras tampadas
– Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura,
principalmente as caixas d’água
– Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água
– Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana
– Mantenha ralos fechados e desentupidos
– Lave recipientes com depósito de água, como potes de comida e água dos
animais, com escova ou esponja e detergente, no mínimo uma vez por semana
– Se for necessário que o recipiente fique com água, como no caso de ralos,
utilize hipoclorito
– Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados e
mantenha fechada a tampa do vaso sanitário
– Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito