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6º Prêmio Grão de Música apresenta os artistas contemplados.

Os selecionados e selecionadas pelo conjunto da obra, em cada edição, são premiados com estatueta criada por Elifas Andreato. A quantidade de artistas que se formam e se espalham pelo Brasil é imensurável, parte deles pode  inclusive nunca chegar ao conhecimento do grande público. Revelar ou destacar obras e trajetórias artísticas relevantes é o foco […]

Publicado em 10/09/2019 às 10:36


Foto: Divulgação.

Os selecionados e selecionadas pelo conjunto da obra, em cada edição, são premiados com estatueta criada por Elifas Andreato.

A quantidade de artistas que se formam e se espalham pelo Brasil é imensurável, parte deles pode  inclusive nunca chegar ao conhecimento do grande público. Revelar ou destacar obras e trajetórias artísticas relevantes é o foco principal do Prêmio Grão de Música, em meio a este rico cenário em todos os cantos do país. Este ano, a premiação chega à sua 6ª edição apresentando mais uma vez uma seleção de 15 artistas que enriquecem a música brasileira.

Compositores, compositoras e intérpretes, de diferentes gerações, selecionados pela curadoria do PGM pelo conjunto de sua obra, abrangendo gêneros e estilos diversos e que têm, como fator comum,a canção em sua trajetória. Todos os contemplados receberão a estatueta em bronze criada por Elifas Andreato, entregue na cerimônia aberta ao público que acontecerá em São Paulo, no dia 19 de outubro. 

Os 15 artistas premiados em 2019 representam onze dos estados brasileiros. São eles:

Alessandra Leão (PE) 

Bia Bedran (RJ)

Eliakin Rufino (RR) 

Filpo Ribeiro (SP)

Geovana (RJ) 

Gildomar Marinho (MA)

John Mueller (SC)

Josyara (BA)

Lucilene Castro (AM)

Márcia Tauil (MG)

Marlui Miranda (CE)

Mateus Sartori (SP)

Rolando Boldrin (SP)

Sabah Moraes (PA)

Wilson Dias (MG)

Os premiados e premiadas também se reúnem em um disco coletânea, produzido pelo Prêmio Grão de Música em cada edição, com o registro de uma música. O CD tem distribuição gratuita e a versão digital ficará disponível em breve no site. (http://premiograodemusica.com.br). A coletânea 2019 está em produção.

O designer e ilustrador, Elifas Andreato, mantém uma história com o PGM desde a sua concepção, assim como sua carreira se embrenha na música brasileira – responsável por centenas de capas de discos icônicas e de nomes como Elis Regina, Chico Buarque e recentes, como Criolo. Elifas assina o design do troféu, logotipo e as capas dos discos coletânea. 

O Prêmio Grão de Música é idealizado e realizado por Socorro Lira. Atualmente, conta com patrocínio da empresa Metanoia – Propósito nos negócios e da editora Palavra Acesa, além do apoio da Prefeitura de São Paulo.

Uma premiação tem sua própria dinâmica e tempo. O PGM nasceu da percepção de que precisamos criar, de novo, espaços para a canção brasileira existir e se expressar, no sentido de ser promovida mesmo, pelo conteúdo e pela relevância que tem. Mas sabemos que ainda somos a flecha e não o alvo, citando Roberto Tranjan, membro da nossa equipe.“, compartilha Socorro sobre a iniciativa. 

A curadoria do Prêmio Grão de Música é feita por uma equipe central, que conta com a participação efetiva de curadorias regionais (estabelecidas desde 2017), recebendo e garimpando material de muitos lugares do Brasil, para então, partir para a seleção final. Este processo vem se tornando mais colaborativo e amplo a cada edição. A escolha dos premiados e premiadas segue, a rigor, as diretrizes da premiação: obra e trajetória artística são os principais critérios avaliados. 

Ampliar o olhar para tentar visualizar um mapa cada vez mais claro da música brasileira será sempre a busca do Prêmio, um compromisso com este significativo garimpo sonoro.

E pelo sexto ano, o Prêmio Grão de Música celebra talentos e a riqueza da canção brasileira. Brinde conosco este amor pela música!

Acesse: 

https://www.instagram.com/premiograodemusica

https://www.facebook.com/PremioGraoDeMusicaOficial

https://www.youtube.com/graodemusica

SINOPSES SOBRE OS PREMIADOS 2019 

Alessandra Leão (PE)

A cantora, percussionista e compositora pernambucana, que reside atualmente em São Paulo, foi uma das integrantes/fundadoras da banda Comadre Fulozinha. Alessandra já atuou ao lado de músicos como Antônio Nóbrega, Siba, Juçara Marçal, Guilherme Kastrup, Tulipa Ruiz, Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Anelis Assumpção, e tem parcerias com Chico César, Kiko Dinucci, Juliano Holanda e Lívia Mattos. Sua carreira inclui apresentações na Europa, na América Latina e na América do Norte.
A artista está lançando agora seu novo álbum, “Macumbas e Catimbós”, com repertório que dialoga com rituais de candomblé, umbanda e jurema.

Bia Bedran (RJ)
A carioca, nascida em Niterói, é cantora, compositora, atriz, escritora e educadora musical. Bia Bedran foi integrante do Quintal Teatro Infantil e é uma das fundadoras do Bloco da Palhoça, grupo que mescla composições autorais com uma profunda pesquisa de ritmos e gêneros musicais brasileiros. Em carreira solo, gravou 10 discos, 2 DVDs, escreveu e montou espetáculos premiados pela crítica e é autora de 14 livros infantis. Foi a apresentadora do programa Canta Conto (TVE RJ) e participou do Lá Vem História ( TV Cultura SP). Há 30 anos, a artista viaja pelo Brasil apresentando shows com músicas, histórias, além de ministrar oficinas de música e de formação de contadores de histórias.

Eliakin Rufino (RR)

Na tríplice fronteira Brasil, Venezuela e Guiana Inglesa, o compositor, cantor e poeta roraimense Eliakin Rufino desenvolveu uma poética própria, intuitiva e filosófica. Também é professor de filosofia, produtor cultural e jornalista. Em 35 anos de carreira, já publicou 11 livros com seus poemas e lançou 5 discos com suas composições. Seu trabalho musical autoral é marcado pela diversidade rítmica e pluralidade temática ao cantar o cotidiano amazônico. Seu último disco, DIZ, tem ambiência sonora da paisagem tecnológica da floresta amazônica criada por Ben Charles, músico e produtor de Roraima. Eliakin apresenta em seus shows não só a sua música, mas também a poesia falada.

Filpo Ribeiro (SP)

O músico paulista atua com o projeto Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo, que surgiu para dar continuidade à sua pesquisa sobre a rabeca, processo iniciado com o grupo Pé de Mulambo (2007-2014). A formação musical de Filpo traz sobretudo ritmos nordestinos como forró, coco, o repertório das bandas de pífano, samba de roda e outros ligados à cultura caipira e caiçara do sudeste como o fandango, reiada (folia de reis), romaria do divino e lundus do norte mineiro. Em 2018, Filpo fez uma série de apresentações, gravações e oficinas no Japão, solo e ao lado do maestro Michio O’Hara (cravo).

O último disco intitulado Contos de beira d’água traz o músico cantando, tocando rabeca, viola de 10 cordas, marimbau, pífano, violão e guitarra.

Geovana (RJ)

Sambista, compositora e cantora, Geovana nasceu no Morro da Rocinha, no Rio de Janeiro, mas atualmente reside em São Paulo. A sambista participou de importantes movimentos da música popular brasileira e conviveu com figuras como Pixinguinha, Elis Regina e João da Baiana. Seu primeiro disco solo Quem Tem Carinho Me Leva lhe rendeu o rótulo que a marcaria por toda carreira: “Deusa Negra do Samba-Rock”. Com mais de 300 composições e autora de grandes sambas da década de 70, Geovana tem músicas interpretadas por nomes como Clara Nunes, Martinho da Vila, Jair Rodrigues e o grupo Fundo de Quintal. A cantora está produzindo atualmente seu novo disco chamado “Brilha Sol”.

Gildomar Marinho (MA)

O cantor e compositor maranhense iniciou sua carreira artística nos movimentos sociais e sindicais na década de 80. Seu trabalho de estreia foi o disco Olho de Boi (2009), logo depois mudou para Fortaleza.

Atualmente está em processo de produção para lançamento do seu quarto e quinto disco. Mar do Gil, com canções que remetem às origens do artista no Rio Pindaré, no Maranhão e suas incursões pelos palcos e ruas do Brasil e o Porta Sentidos, com participação de artistas da cena musical cearense como Marcelo Renegado, Edmar Gonçalves, Cyda Olímpio e Fabíola Líper.

John Mueller (SC)

Cantor e compositor, o músico nascido em Blumenau, já participou de diversos festivais de música nacionais e internacionais. Seu segundo e mais recente álbum, Na Linha Torta, traz participações especiais de Guinga, Cristovão Bastos, Ana Paula da Silva, Fabi Félix e Bruno Moritz. John também é vencedor na categoria Melhor Cantor, do Prêmio da Música Catarinense de 2018. 

Josyara (BA)
Cantora, compositora e instrumentista de Juazeiro, interior da Bahia, mas radicada há quatro anos em São Paulo, Josyara traz em suas composições um olhar sobre seu cotidiano e sua história. 

A artista lançou recentemente seu segundo disco, intitulado Mansa Fúria, com músicas de sua autoria, além de parceria com a cantora paraense Luê. Neste último trabalho, o ritmo habitual de seu violão encontra a experimentação eletrônica. 

Lucilene Castro (AM)

Com uma trajetória de 25 anos dedicados à música popular, a cantora amazonense possui 8 discos gravados, além das participações em diversas coletâneas e musicais. Além da carreira solo, desenvolve o projeto Elas Cantam Samba, onde divide palco com algumas cantoras amazonenses, já gravado em CD e DVD. Versátil, a artista passeia por vários estilos musicais, do boi-bumbá ao samba. 

Márcia Tauil (MG)

A cantora, compositora e professora de canto é mineira de Guaxupé, mas está atualmente radicada em Brasília. Sua voz elogiada por Roberto Menescal, com quem fez shows por todo o país, já foi também considerada uma das mais afinadas da MPB. Em 2018, completou 20 anos de carreira, contemplada com diversas premiações, entre estas como melhor intérprete. A cidade de Mococa criou um troféu com seu nome para a premiação do festival promovido pela prefeitura local. Márcia está lançando o álbum Melhor Agora, trabalho conjunto com a poetisa de Belo Horizonte, Melissa Mundim, onde canta poemas da autora. 

Marlui Miranda (CE)

A cantora, compositora e pesquisadora é uma referência internacional da música indígena do Brasil, vive em São Paulo, mas é natural de Fortaleza (CE). Marlui trabalha com tradições musicais dos povos da Amazônia desde 1974, difundindo-a no Brasil e no exterior. Foi vencedora no 26º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Cantora na Categoria Regional.

Mateus Sartori (SP)

O cantor nascido em Franca (SP), reside em Mogi das Cruzes, onde atualmente é secretário de cultura. Mateus passou pelo canto erudito, popular e regência coral; e já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira, como Ivan Lins, Danilo Caymmi, Jair Rodrigues, Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Guinga, entre outros. Possui quatro discos lançados, o mais recente é Que Se Deseja Rever. 

Rolando Boldrin (SP)

Cantor, compositor, ator e apresentador de televisão, sua carreira musical está associada aos ritmos regionais brasileiros. Desde 2005, apresenta na TV Cultura o Sr. Brasil.

Sua estreia como cantor aconteceu em disco com o bolero Um Cantinho pra Dois em 1963, gravou uma série de LPs e CDs com toadas, cateretês e modas de viola. É vencedor do Prêmio Sharp (atual PMB) pelo LP Disco da Moda. Sua trajetória também é marcada pelo programa Som Brasil (TV Globo), dedicado à música regional brasileira. Seu último disco é Lambendo a Colher, pelo Selo Sesc.

Sabah Moraes (PA)

Nascida na Ilha de Marajó, a cantora e compositora reside há cerca de 15 anos em Goiânia. A artista que transita entre o lírico e o popular, gravou 8 CDs e DVD. Entre estes, o CD infantil O Mundo é Cheio de Sons, com conteúdo didático-pedagógico e musicalidade tradicional brasileira, utilizado como material por profissionais da música, educação infantil e  psicologia. Canções de Acender a Alma é seu último disco, lançado recentemente.

Wilson Dias (MG)

Cantor, compositor e violeiro, o mineiro do Vale do Jequitinhonha vem direcionando sua carreira pelo encontro entre a tradição e o urbano, com um viés especial para a cultura popular brasileira. Participou do projeto Vivaviola, que reúne nomes da autêntica viola caipira de dez cordas em Minas. 

Lançou recentemente seu sétimo disco (duplo), intitulado [Na.ti.vo], com um dos CDs de faixas instrumentais e o outro de canções, uma espécie de autorretrato, um relato de suas origens e heranças.

+ Sobre o Prêmio Grão de Música

O Prêmio Grão de Música teve início em Salvador na Bahia, em 2014, por iniciativa de Socorro Lira, cantora e compositora paraibana. Desde então, se dedica a buscar artistas da música popular brasileira com o objetivo de valorizar e promover o gênero canção de todas as regiões do país. 

O foco principal desta procura, mas não exclusivo, é o interior do Brasil, na tentativa de “garimpar” e revelar talentos escondidos e fora dos circuitos habituais; os premiados e premiadas muitas vezes são ainda pouco conhecidos pelo grande público. 

A seleção para a premiação é iniciada anualmente por uma equipe central, a partir do recebimento das obras enviadas pelos próprios artistas interessados e das sugestões feitas pelas curadorias regionais, com colaboradores e colaboradoras de diversos cantos do país, seguindo as diretrizes do PGM. A estas curadorias fica a importante função seletiva inicial das indicações, por isso entre os participantes estão artistas, produtores, produtoras e jornalistas com perfil engajado com arte e a canção brasileira. 

Como o critério é o conjunto da obra e trajetória, a escolha dos artistas contemplados não é baseada em lançamentos..

Ouça todas as coletâneas de todas as edições: http://premiograodemusica.com.br/coletaneas

Curadorias Regionais: http://premiograodemusica.com.br/curadorias/

Foto: Divulgação.